RAMOS-HORTA FALA SOBRE O SEU TRABALHO AO PR

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Palácio Presidencial Nicolau Lobato, 2 de julho – O ex-Presidente da República, Dr. José Ramos-Horta, reuniu-se esta segunda-feira com o Presidente da República Francisco Guterres Lú Olo para falar sobre o seu trabalho no estrangeiro.

O ex-Presidente da República e laureado Prémio Nobel da Paz esteve recentemente na Birmânia para participar num encontro internacional, onde falou sobre os desafios do país. Esteve presente ainda no encontro do Conselho Consultivo de Alto Nível sobre Mediação do Secretário-Geral da ONU na Finlândia, e participou num encontro da ONU em Nova Iorque na qualidade de presidente do Painel Independente de Alto Nível sobre Operações de Paz, no qual participaram também membros das forças de segurança de todo o mundo, inclusive o Comissário da PNTL Julio Hornay.

De Nova Iorque partiu para a Coreia do Sul para um encontro internacional subordinado ao tema da península coreana.

Na audiência com o Presidente da República, Ramos-Horta informou que irá brevemente deslocar-se à Alemanha para um encontro sobre os vários desafios da Europa e a questão dos refugiados, seguindo-se Portugal como membro da comitiva do Chefe de Estado.

Na sequência da sua visita à Coreia do Sul, Ramos-Horta pediu ao Presidente da República que, em colaboração com o governo, esteja atento à situação dos trabalhadores timorenses na Coreia do Sul, e apelou ao alargamento das relações bilaterais com este país que partilha com Timor-Leste uma história de luta e está disponível para continuar a receber trabalhadores oriundos de Timor.

O laureado Prémio Nobel da Paz mostrou-se ainda satisfeito com a forma como decorreu a visita de Estado do Presidente Francisco Guterres Lú Olo à Indonésia, onde foi calorosamente recebido pelo Presidente Joko Widodo, o que demonstra que as relações entre Timor-Leste e a Indonésia são sólidas.
Ainda na opinião de Ramos-Horta, é necessário dar seguimento às negociações – iniciadas pelos VI e VII governos constitucionais – em torno de uma pequena secção da fronteira terrestre ainda por definir (cerca de 2%), bem como da fronteira marítima entre Timor e a Indonésia.

Os dois líderes nacionais falaram ainda sobre a lista dos membros do VIII Governo que se encontra atualmente em apreciação pelo Presidente da República. Ramos-Horta defende que o Presidente da República não tem competências para vetar, mas tem a obrigação de garantir a idoneidade dos elementos, e acredita que o Chefe de Estado continuará em diálogo com o Primeiro-Ministro na busca de uma solução.