MENSAGEM DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA AOS ORADORES E PARTICIPANTES DO FÓRUM DE DIÁLOGO DE DÍLI

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MENSAGEM DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA AOS ORADORES E PARTICIPANTES DO FÓRUM DE DIÁLOGO DE DÍLI

Foi com grande satisfação que recebi o convite que me foi dirigi do pelo Conselho de Imprensa de Timor-Leste para encerrar este Fórum importante que reúne osconselhos de imprensa de sete países do Sudeste Asiático e Pacífico.

Lamento não poder estar pessoalmente presente no último dia deste Fórum, naqualidade de guardião da Constituição da RDTL.

Transmito apenas uma breve mensagem, investida de uma saudação especial aos oradores e participantes que vieram de fora para, emconjunto com o Conselho de Imprensa de Timor-Leste, identificar novas formas de inter ajuda, através da criação de uma entidade reguladora independente, para reforçar, monitorizar e melhor proteger o direito dos jornalistas de se expressarem livremente, sem medos, através dos meios de comunicação social no Sudeste Asiático e Pacífico.

Através da Declaração de Díli, os participantes expressam a sua visão e vontade de promover a liberdade de expressão e liberdade de imprensa no Sudeste Asiático e Pacífico.

Timor-Leste tem vindo a implemntar a Liberdade de Expressão e a Liberdade de Imprensa, consagradas nos artigos 40.º e 41.º da Constituição da RDTL. Em 2014, o Estado de Timor-Leste aprovou a lei da Comunicação Social que abriu portas à criação do Conselho de Imprensa em 2016 como órgão independente e regulador da Comunicação Social, com competências de anulação das licenças dos órgãos de comunicação social e das carteiras profissionais dos jornalistas. Os jornalistas estão organizado sem Associação de Jornalistas de Timor-Leste, Sindicato dos JornalistasTimorensese Timor-Leste PressUnion. Nunca ouvimos falar de perseguições políticas, agressões ou homicídios de jornalistas, como acontece no utros países.

É correto afirmarmos que temos já uma imprensa livre? Que os jornalistas não têm medo de denunciar crimes e amá conduta dos governantes? Temos um jornalismo sério, honesto e rigoroso? Lanço estas questões para que possamos refletirnelas.

Compatriotas e amigos,
Apesar de não ser fácil alcançarmos uma imprensa livre e independente, acreditoque as Associações de Jornalistas e o Conselho de Imprensa de Timor-Leste, com o apoio do Estado de Timor-Leste, continuarão a trabalhar no sentido de permitir que os jornalistas prestem um service informativo de altaqualidade, célere e independente.

Acredito também que o Estado de Timor-Leste continuará a promover mecanismos que dão proteção e segurança aos jornalistas como cidadãos e profissionais que informam, educam e formam cidadãos responsáveis nesta nossa terra amada.

É com grande satisfação que detecto existirem Timor-Leste uma grande preocupação em capacitor os jornalistas para que prestem um service informative verdadeiro e imparcial, ou seja, baseado emfactos e sem favorecer uns em detrimento de outros ou interesses de qualquer ordem.

Através da Declaração de Díli, este Fórum manifesta a sua preocupação relativamente à disseminação de informações falsas e a tudo aqui loque impede a transmissão da verdade ao público.

Tomo esta ocasião para chamara atenção de todos para a questão das redes sociais amplamente usadas como fonte de informação. É, sem dúvida, um meio efetivo de transmitir notícias e opiniões de forma rápida. No entanto, é também um meio onde circulam imagens e palavras amargas de algumas pessoasque se escondem por de trás de um nome falso.

Compatriotas,
Esta situação preocupa-me, porque a mentira e a falsidade põemem causa a dignidade da pessoa humana, afetam as relações pessoais e anulam o espírito de partilha de conhecimentos e opiniões, como um só Povo e uma só Nação guiados por uma só vontade: fortalecer a Unidade Nacional para desenvolveresta terra amada para que todos nós possamos viver com bem-estar, paz, estabilidade e justiça social. Acreditoque o Conselho de Imprensa de Timor-Leste, com o apoio da rede de conselhos de imprensa de países do Sudeste Asiático e Pacífico, e da UNESCO e outras organizações, irá encontrar formas de identificar rapidamente os autores das mentiras e insultos que surgem nas redes sociais e que constituem uma ameaça à Unidade Nacional e à paz e estabilidade nesta terra amada.

Através desta mensagem, apelo a todo o povo que veja os jornalistas como educadores para todas as idades e como profissionais que falam a verdade e promovem os princípios e valores que os nossos heróis defenderam, e que todos nós defendemos e queremos deixar como legado às novas gerações.

Peço também aos jornalistas que procurem fazer jornalismo investigative embusca dos factos a partir de várias fontes, recolhendo o testemunho de todas as parte senvolvidas, antes de divulger informação junto do público, para que o povo possa continuar a confiar nos jornalistas como educadores sérios e rigorosos.

Isto significa que os jornalistas têm de manter um registo da informação para transmiti-la atualizada, baseada em contextos diferentes, mas coerente em termos da postura dos declarantes. Desta forma se evita a circulação de informações ou notícias sem nexo, sem contexto, sem certezas e segurança para o public que procura unicamente a verdade.

É verdade que a democracia as senta numa imprensa livre. Mas a Liberdade de Imprensa tem regras às quais os jornalistas devem obedecer. O Conselho de Imprensa de Timor-Leste aprovo ujá um Código de Ética que serve de guia para os jornalistas.

Nós, timorenses, abraçamos o princípio do Estado de Direito Democrático e, por conseguinte, vivemos em liberdade mas devemos cumprir as regras democráticas consagra das na Constituição da RDTL e nas leis e regulamentos.

Os cidadãos, grupos sociais ou políticos e a sociedade em geral têm o dever de respeitar as regras da democracia. Só assim é que podem os viverem sociedade, com tranquilidade, confiança, respeito e amora opróximo, como uma só GRANDE FAMÍLIA: TIMOR-LESTE.

Díli, 20 de julho de 2018
Francisco GuterresLú Olo
Presidente da República Democrática de Timor-Leste