S.E. Taur Matan Ruak: 20 de Maio de 2012 ate dia 20 de Maio de 2017

Presidente da República Taur Matan Ruak

Presidente da República, Taur Matan Ruak

 

Nome: Taur Matan Ruak.

Data de nascimento: 10 de outubro de 1956.

Naturalidade: Osso Huna, Baguia, distrito Baucau, Timor-Leste.

 

Taur Matan Ruak, filho de António de Vasconcelos e Albertina Amaral, nasceu perto a subdistrito de Baguia, distrito de Baucau na região montanhosa na Ponta Leste de Timor-Leste. É o mais velho de oito irmãos, cinco raparigas e três rapazes. Em 1960, ainda jovem, mudou-se para Díli com o seu tio. Iniciou a escola primária em 1963 e terminou os estudos primários em 1968.

A 7 de dezembro de 1975, a Indonésia invadiu Timor-Leste e Taur Matan Ruak, então com 19 anos de idade, juntou-se às FALINTIL – o recém-formado braço armado da FRETILIN – nas montanhas. No período seguinte de três anos de guerra o Povo Timorense pagou o elevadíssimo preço de cerca de 100 000 mortos.

Já como combatente, Taur Matan Ruak participou em batalhas contra os militares indonésios em Díli, Aileu, Maubisse, Ossu, Venilale, Uatulari e Laga na costa nordeste, onde permaneceu.

Começou então a assumir posições de comando nas FALINTIL. No final de 1976, recebeu a sua primeira nomeação oficial. Nesta fase, a FRETILIN afirmava controlar um pouco mais de 80% do território.

De 1976 a 1979, Taur Matan Ruak assumiu responsabilidades crescentes nas fileiras das FALINTIL nos dois sectores militares de leste, o Sector Centro Leste e o Sector da Ponta Leste. Tornou-se Comandante de Companhia. No final de 1977, foi iniciada a Operação de Cerco e Aniquilamento pelos militares indonésios que viria a dizimar as forças da Resistência. No decurso do ano seguinte, foram destruídas pelas forças indonésias 80% das forças da Resistência e as suas bases de apoio.

Em 22 de novembro de 1978, caiu a última base de apoio da Resistência na montanha de Matebian. Kay Rala Xanana Gusmão, Taur Matan Ruak e outros membros da Resistência, reagruparam-se no dia seguinte, no sopé do Monte Legumau e retomaram as operações de guerrilha.

A morte do Comandante-em-Chefe das FALINTIL, Nicolau Lobato, a 31 de dezembro de 1978, e dos seus companheiros, significou o fim da liderança fundadora da Resistência.

Durante 1979 e 1980, enquanto a maioria das forças da Resistência se deslocava para os Sectores Centrais a fim de reorganizar e consolidar a Resistência sob a liderança do Comandante-em-Chefe Xanana Gusmão, Taur Matan Ruak recebeu ordens para levar a cabo ações de guerrilha na região Leste.

A 31 de março de 1979, Taur Matan Ruak foi capturado pelos militares das ABRI, na área de Viqueque, durante uma missão que se destinava a localizar sobreviventes da Operação de Cerco e Aniquilamento. Conseguiu escapar após 23 dias e reunir-se às FALINTIL nas montanhas.

Em março de 1981 foi nomeado Colaborador do Chefe de Estado-Maior das FALINTIL, responsável pelo comando operacional do Sector Leste e, mais tarde, do Sector Oeste.

Em março de 1983, a Resistência e representantes dos militares indonésios acordaram num cessar-fogo. O massacre de Kraras, perpetrado em agosto desse ano, pôs um fim ao acordo. Em setembro, foi declarado o estado de emergência e iniciada uma nova ofensiva militar indonésia – Operação Varrimento.

Ainda em 1983, foi transferido para o Comando Operacional Oeste (toda a região a Oeste do eixo Baucau/Viqueque) e nomeado conselheiro militar e Subchefe do Estado-maior das FALINTIL.

A partir de 1986, Taur Matan Ruak assumiu o comando de todas as operações militares em Timor-Leste.

Em novembro de 1992, o Comandante-em-Chefe Xanana Gusmão foi capturado em Díli. Taur Matan Ruak foi promovido a Chefe do Estado-Maior enquanto Xanana Gusmão permaneceu preso em Jacarta mantendo a função de Comandante-em-Chefe das FALINTIL.

A 11 de março de 1998, Nino Konis Santana faleceu e Taur Matan Ruak é promovido a Vice-Comandante-em-Chefe das FALINTIL

Em julho de 1999, as FALINTIL foram confinadas unilateralmente a 4 acantonamentos e recaiu sobre Taur Matan Ruak a responsabilidade de evitar que os guerrilheiros armados das FALINTIL se envolvessem em ações contra as forças indonésias e pró-indonésias.

A 30 de agosto de 1999, em referendo organizado pelas Nações Unidas, o Povo de Timor-Leste votou esmagadoramente pela independência.

Após a realização do referendo popular seguiu-se um período de violência intensa que foi finalmente travada pela intervenção da Força Internacional INTERFET, sancionada pela Organização das Nações Unidas. Este período testou decisivamente o grau de disciplina das FALINTIL uma vez que foram forçadas a permanecer acantonadas enquanto a população suplicava a sua proteção contra as investidas devastadoras e mortíferas das forças indonésias e pró-indonésias.

A 10 de dezembro de 1999, Taur Matan Ruak é agraciado com o Prémio de Direitos Humanos da Assembleia da República, em Lisboa, Portugal.

A 20 de agosto de 2000, Kay Rala Xanana Gusmão demitiu-se das FALINTIL e Taur Matan Ruak foi nomeado Comandante-em-Chefe das FALINTIL.

A 1 de fevereiro de 2001, Taur Matan Ruak assume o Comando da FDTL, Força de Defesa de Timor-Leste, com a patente de Brigadeiro-General, em cerimónia presidida pelo falecido Dr. Sérgio Vieira de Melo, Administrador Transitório da ONU.

A 20 de maio de 2002, aquando da restauração da independência, Taur Matan Ruak torna-se Chefe do Estado-Maior General das F-FDTL, FALINTIL-Força de Defesa de Timor-Leste.

Em 7 de dezembro 2006, Taur Matan Ruak, é condecorado pelo Presidente da RDTL com a Ordem da Guerrilha.

Em 2007, Taur Matan Ruak, é condecorado pelo Presidente da RDTL por serviços prestados durante a Operação Halibur, operação conjunta das F-FDTL com a PNTL que visava o restabelecimento da segurança e ordem no país na sequência da crise política de 2006.

A 28 de novembro de 2009, Taur Matan Ruak, é promovido a Major-General pelo Presidente da RDTL, Dr. José Ramos-Horta.

A 20 de agosto de 2011, em Cerimónia de Homenagem Nacional de Agradecimento e Reconhecimento dos ex-combatentes da luta de libertação, Taur Matan Ruak é oficialmente desmobilizado das FALINTIL e condecorado juntamente com outros 235 ex-combatentes.

A 6 de outubro de 2011, Taur Matan Ruak, proferiu o último discurso enquanto Chefe do Estado-Maior General das F-FDTL, na cerimónia de passagem de testemunho do comando das Forças de Defesa, depois do seu pedido de exoneração do cargo ter sido aceite pelo Presidente da República.

A 16 de abril de 2012, Taur Matan Ruak, foi eleito Presidente da República Democrática de Timor-Leste. A 23 de abril de 2012, o Tribunal de Recurso de Timor-Leste, proclamou Taur Matan Ruak como o Presidente Eleito da República Democrática de Timor-Leste.

Taur Matan Ruak tomou posse a 20 de maio de 2012 e o seu mandato termina em maio de 2017.

O Presidente da Republika, Taur Matan Ruak, é casado com a Dr.ª Isabel da Costa Ferreira, jurista que trabalhou na área dos direitos humanos com o Primeiro-ministro do I Governo Constitucional, foi Vice-Ministra da Justiça e membro da CVA. Atualmente é Assessora do Secretário de Estado da Segurança e Comissária da Comissão da Função Pública.

Têm duas filhas, Lola e Tamarisa, e um filho, Quesadhip.

O Presidente Taur Matan Ruak fala três línguas nacionais (tétum, noeti, makassae), português e inglês.