Pante Makassar, 12 fevereiro, 2017 – S.E. o Presidente da República, Taur Matan Ruak, realizou na segunda-feira de manhã um diálogo com a comunidade do suco de Use-Tacae. Da parte da tarde esteve reunido com a população do suco de Ban-Afi. Os dois sucos pertencem à sub-região de Oesilo da Região Administrativa Especial de Oecússi-Ambeno (RAEOA).

Aquando do seu discurso de abertura, o Chefe de Estado explicou os objetivos das suas visitas aos sucos do país, nomeadamente agradecer o contributo das comunidades para a luta de libertação e pedir para que, em tempos de independência, continuem a contribuir com vista ao bem-estar. S.E. o Presidente aproveitou ainda a ocasião para falar sobre os progressos e desafios de Timor-Leste e apelar à melhoria da economia familiar, da saúde e da educação (reduzindo os gastos com acontecimentos da vida e da morte), e salientou a importância trabalho em conjunto com as autoridades locais com vista ao desenvolvimento do suco.

O Chefe de Estado destacou ainda os progressos conseguidos por outros sucos, os quais devem servir de exemplo e de inspiração para os demais.

Na mesma ocasião, S.E. Taur Matan Ruak referiu que o povo Atoni não deve ter medo de criticar as atitudes dos representantes da autoridade da RAEOA que não respeitem a lei, desde que critique abertamente, e lembrou que deve haver respeito mútuo entre cidadãos e seus representantes:

“Não tenhais medo do senhor Mari, do maun Xanana ou de qualquer diretor aqui presente. Timor é de todos. Os nossos irmãos merecem o nosso respeito quando são humildes, mas não os respeitamos quando são arrogantes. Quando me tornei Presidente, reuni-me com o maun Xanana e critiquei-o abertamente. As críticas devem ser feitas cara a cara, não pelas costas. Eu conheço o povo Atoni. Sei que se vos pontapearem, direis ‘obrigado’.”

Já na sessão de perguntas e respostas no suco de Use-Tacae, um dos presentes aplaudiu a criação da ZEESM em prol do desenvolvimento do Oecússi, mas lembrou que a população nas montanhas desconhece e não está a beneficiar do projeto, dando como exemplos a ribeira Nolekan Oesilo que ainda não tem ponte e a estrada de ligação entre Tono e Pasabe que continua em más condições.

“Foram gastos 17 milhões para a construção da outra ponte [sobre a ribeira de Tono]. É por este motivo que ainda não é possível construir a ponte de que falais. Há outras pontes que também estão em processo de serem construídas e que são igualmente necessárias”, respondeu o Chefe de Estado.

No diálogo em Ban-Afi, o Chefe de Estado apelou à unidade e ao trabalho em equipa que devem prevalecer sobre as diferenças partidárias com vista ao desenvolvimento do Oecússi. Também aqui a população lamentou as más condições da estrada e falta de uma ponte.

Acompanharam o Chefe de Estado nas sessões de diálogo o administrador de Quelicai (município de Baucau), o chefe de suco de Cainliu (posto administrativo de Iliomar, município de Lautém), o chefe de suco de Uaibobo (posto administrativo de Ossu, município de Viqueque) e o chefe de suco de Caicua (posto administrativo de Vemase, município de Baucau).