Liaruca-Ossu, 14 Setembru 2016 – S.E. o Presidente da República, Taur Matan Ruak, realizou na quarta-feira um diálogo com a comunidade do suco de Waimori que pertence ao posto administrativo de Ossu, município de Viqueque.
Aquando do seu discurso de abertura, o Chefe de Estado explicou os objetivos das suas visitas aos 442 sucos do país, enumerou os progressos conseguidos e os desafios que Timor-Leste tem pela frente, e apelou ao contributo das comunidades para em algumas áreas prioritárias, nomeadamente a economia, a educação, a saúde e o trabalho em conjunto com as autoridades locais.
O Chefe de Estado deu ainda testemunho dos progressos conseguidos por alguns sucos em termos económicos e apelou à comunidade de Waimori para que seguisse este exemplo.
Na sua intervenção, o Chefe de Estado louvou ainda o crescimento populacional de Waimori e agradeceu aos presentes pelo seu contributo importante para a independência de Timor:
“Vós sois os verdadeiros heróis. É graças a vós que hoje estamos vivos. Foi graças a vós que Timor se ergueu como país. O vosso sofrimento tem um valor inestimável.”
“A independência não era o derradeiro objetivo, mas sim uma ponte para alcançar o bem-estar. Sofremos para alcançarmos o bem-estar, ou seja, para termos direito a uma habitação condigna, a fazer três refeições por dia, à educação, a boas estradas, acesso a água e eletricidade… É um processo longo. A história ensinou-nos que sozinhos não somos nada, mas juntos podemos alcançar esse objetivo.”
Na sessão de perguntas e respostas, perante o pedido apresentado por um dos presentes de construção de casas para as viúvas e famílias mais desfavorecidas, o Chefe de Estado explicou que, apesar de esta ser uma obrigação do governo, foram já construídas várias casas que se encontram até hoje desocupadas:
“O nosso governo lançou um programa que previa a construção de cinco casas em cada aldeia. Posteriormente estas casas ficaram conhecidas como casas MDG e não tinham qualidade. Algumas estão a ser usadas, mas outras foram deixadas ao abandono e, por conseguinte, o governo acabou por desistir do programa. Isto não significa que não serão construídas mais casas, mas é preciso analisar a situação. Para quê gastar dinheiro se a população não usufrui dos frutos?”
Um dos membros da comunidade pediu ainda que fosse construído um monumento em homenagem a Sebastião Gomes por este ser natural de Waimori. Relativamente a esta questão, S.E. o Presidente explicou que o Estado tem prioridades mais urgentes, pelo que não será possível atender ao pedido de momento.
Os presentes solicitaram ainda a instalação de um painel solar, o acesso à rede de telecomunicações, a disponibilização de uma escavadora para os trabalhos de canalização da água e o acesso à eletricidade.
O suco de Waimori é constituído por cinco aldeias, conta com 519 agregados familiares e tem uma população de 2000 habitantes. Foi o último local de concentração das FALINTIL antes do referendo a 30 de agosto de 1999.
Participaram no diálogo os chefes de suco de Ritabou (município de Bobonaro) e Fahisoi (município de Aileu).