PRIMEIRO-MINISTRO RETIRA PEDIDO DE DEMISSÃO

by Mídia PR Posted on


Palácio Presidencial Nicolau Lobato, Díli, 8 de abril de 2020

O Primeiro-Ministro Taur Matan Ruak retirou hoje, 8 de abril, o pedido de demissão que apresentou oficialmente ao Chefe de Estado a 24 de fevereiro.

“Num momento como este, o país precisa de todos. Cabe especialmente a mim, na qualidade de primeiro-ministro, prestar um grande serviço ao país”, disse o Primeiro-Ministro aos jornalistas no final do encontro semanal com o Presidente da República Francisco Guterres Lú Olo.

O encontro com o Chefe de Estado serviu também para falar sobre as medidas tomadas para minimizar os efeitos da COVID-19 no país. Entre as medidas preventivas estão a suspensão temporária da entrada no país por via terrestre e o apoio aos estudantes timorenses no estrangeiro, em especial aqueles que não têm bolsas de estudo, para garantir que se mantêm nos países onde se encontram.

O Presidente da República aproveitou a ocasião para pedir ao governo que intensifique os esforços para minimizar o impacto da COVID-19 para o país e para o povo.

Numa mensagem dirigida hoje ao país, o Presidente da República expressou o seu apreço pelo contributo de todas as entidades e da população em geral na luta contra a COVID-19, e saudou o povo e as forças políticas pelo apoio demonstrado ao VIII Governo e ao Primeiro-Ministro na luta contra o coronavírus.

O Chefe de Estado autorizou recentemente a transferência extraordinária de 250 milhões de dólares do Fundo Petrolífero, após aprovação do Parlamento Nacional.

Do valor total, 150 milhões vão para o financiamento de medidas de prevenção e combate à COVID-19.

Além da aprovação da transferência de fundos, o Parlamento Nacional criou o Fundo COVID-19 que será gerido pelo Conselho de Gestão composto pela ministra das Finanças, o ministro da Saúde e o ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação. Este Fundo destina-se à aquisição de medicamentos, material e equipamento médico bem como à instalação e manutenção dos locais de isolamento e quarentena, à formação e operacionalização dos profissionais envolvidos na prevenção e combate à COVID-19, e à proteção social de pessoas infetadas. Uma parte do montante vai para o Parlamento Nacional para que possa desenvolver políticas e programas para a prevenção e combate à COVID-19.

MÉDIA PR.